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Resultados do 1º Semestre atingem 259 milhões de euros
quinta-feira, 15 de Setembro de 2005
No 1º semestre de 2005, os resultados líquidos do Grupo PT atingiram os 259 milhões de euros. Números que demonstram um saudável crescimento das receitas em resultado do crescimento da banda larga, do negócio móvel e da TV por subscrição A Portugal Telecom registou no primeiro semestre de 2005 um resultado líquido de 259 milhões de euros (ME), valor que se situa acima da média estimada por uma poll de 18 analistas realizada pela Agência Reuters que apontava para os 231,8 ME. Resultados que, de acordo com Miguel Horta e Costa, apresentam um saudável crescimento das receitas.
Os proveitos operacionais atingiram os 3.024 ME, mais 5% que no mesmo período do ano anterior, impulsionados pelo crescimento verificado na Vivo e na PT Multimedia. O resultado operacional antes de amortizações (EBITDA) ascendeu a 1.149 ME, equivalente a uma margem de 38,0%. O EBITDA dos negócios em Portugal aumentou 1,5% no primeiro semestre de 2005, face ao primeiro semestre de 2004, devido ao desempenho e melhoria das margens nos negócios de rede fixa e multimédia.
Para o Presidente Executivo, a contracção das margens operacionais deveu-se ao maior ambiente competitivo nos mercados móveis, em Portugal e no Brasil, e ao aumento da pressão regulatória, nomeadamente ao nível das tarifas de interligação em Portugal.
A dívida líquida atingiu 4.256 ME no final do primeiro semestre de 2005, um aumento de 724 ME face ao final do ano anterior, em resultado do pagamento de dividendos e shares buybacks realizados no período, bem como da contribuição de 300 ME para cobrir responsabilidades com cuidados de saúde após reforma.
Digno de destaque é também a rendibilidade efectiva dos fundos de pensões detidos pela Portugal Telecom que superou os 7%. Miguel Horta e Costa sublinha que a rendibilidade do fundos de pensões da PT nos dois últimos anos foi de cerca de 8%, “claramente acima do pressuposto actuarial de 6% e com uma alocação de activos conservadora”.

De acordo com Miguel Horta e Costa, a Portugal Telecom  vai manter no futuro uma política de crescimento progressivo dos dividendos depois de ter distribuído 35 cêntimos por acção no exercício de 2004. Segundo o Presidente Executivo, também a PT Multimedia tem todas as condições para ter uma remuneração atractiva dos seus accionistas.

Ao nível da base de clientes, que já ultrapassou a fasquia dos 40 milhões, destaca-se o aumento de 3,8% nos acessos de rede fixa para 4.445 mil, em resultado do forte crescimento do ADSL. Importa referir que no final do semestre o Grupo detinha 832 mil clientes de banda larga, um aumento de 57,2% relativamente ao mesmo período do ano anterior. Este valor corresponde a uma taxa de penetração de 16,8% dos acessos (PSTN/RDIS e cabo). Os clientes móveis aumentaram em 1,5 milhões, suportados pelo crescimento do mercado brasileiro.

Em termos de acções estratégicas destacam-se as iniciativas da PT Comunicações com o objectivo de acrescentar valor à assinatura mensal (quadruplicação das velocidades de acesso; PT Escolas – A Aventura do Conhecimento ou serviços de VoIP baseados no Sapo Messenger). De acordo com Miguel Horta e Costa "a PT Comunicações demonstrou uma performance exemplar", com particular destaque para o crescimento da banda larga e da penetração dos planos de preços.

No segmento móvel são de referir os 104 mil clientes 3G (UMTS) que a TMN detinha em 30 de Junho. “Um número que tem espaço para crescer de forma significativa ao longo dos próximos trimestres, fruto do nosso forte investimento nesta tecnologia e da queda verificada e esperada no preço dos terminais”, afirma Miguel Horta e Costa.
A introdução de 3G tem tido uma evolução positiva, tanto ao nível do portfólio de produtos como de expansão de rede. A cobertura geográfica da rede UMTS estende-se, actualmente, a 12%, equivalente a 60% da população. “Consideramos um imperativo estratégico manter a liderança no móvel e em novas tecnologias e estamos entusiasmados com os ganhos da TMN no 3G e no segmento de clientes pós pago”, acrescenta.

No Brasil, apesar da maior parte do crescimento do mercado móvel ser no segmento de clientes pré-pagos, a Vivo continua a ter um forte enfoque no segmento pós-pago, que representou cerca de 14% das adições do trimestre, em comparação com menos de 2% no segundo trimestre de 2004.

No negócio de TV por subscrição, após 10 anos de actividade, procedeu-se a um ajustamento da base de clientes, limpando clientes inactivos e de cobrança duvidosa, no primeiro semestre de 2005. Destaca-se ainda a introdução do serviço de TV digital, o Funtastic Life. Com 60 canais, o serviço veio reinforçar a oferta de conteúdos de entretenimento, filmes, documentários, desporto, programação infantil e música. O negócio de TV por Subscrição lançou também um canal premium de cinema chamado Lusomundo Happy.

No que respeita aos investimentos internacionais é de registar o crescimento, sobretudo da Unitel (Angola) em que os proveitos operacionais cresceram cerca de 113% suportados pelo forte crescimento da base de clientes. Na Médi Télécom o crescimento dos proveitos operacionais foi de 25%.
Miguel Horta e Costa reiterou que a empresa está atenta aos vários desenvolvimentos do sector que está a entrar numa nova fase. “Mas estaremos principalmente focados nos mercados onde temos vantagens competitivas, como o Brasil e países de língua oficial portuguesa e que criem valor para os nossos accionistas de longo prazo", adianta.

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