SapoTelecom
Pesquisar
FacebbokTwitterLinkedinSapo Vídeos
Novo futuro para a PT
sexta-feira, 27 de Abril de 2007

A Assembleia-Geral da Portugal Telecom aprovou os trezes pontos submetidos à aprovação dos accionistas. Uma votação largamente consensual – todos os pontos receberam votação favorável superior a 90% - com destaque para as três propostas constantes do compromisso de remuneração accionista: pagamento de dividendo ordinários de 0,475 euros por acção, spin off da PT Multimédia com entrega de quatro acções da PTM por cada 25 detidas na PT e recompra de acções próprias no valor de 2,1 mil milhões de euros

“Temos consciência que na Assembleia-Geral de hoje está em causa a definição de um novo futuro para a PT (...) São tempos difíceis de mudanças, mas também tempos estimulantes de oportunidades. Estou absolutamente convencido que a comunidade de interesses e de pessoas que se congregam no Grupo PT hoje, como em tantas outras encruzilhadas da sua história, saberá encontrar o caminho para esse novo futuro”.
Henrique Granadeiro, Presidente do
Grupo PT
O presidente da PT, Henrique Granadeiro, concluir assim a sua intervenção da Assembleia-Geral (AG) de accionistas, onde apresentou os resultados do desempenho em 2006, o balanço dos vários negócios do grupo e os compromissos resultantes da proposta de remuneração accionista.

Os treze pontos submetidos à assembleia receberam aprovação largamente consensual, com votações sempre superiores a 90%. “O ano de 2006 ficará registado na história do Grupo, pelo lançamento em 6 de Fevereiro de 2006 da OPA da Sonaecom que acabaria por ser derrotada decorrido mais de um ano, no passado dia 2 de Março”. A evocação do facto mais marcante do ano transacto foi o ponto de partida para uma exposição sobre a evolução dos negócios e os resultados alcançados. 

Um momento que Henrique Granadeiro não quis deixar passar sem assinalar o contributo dado pelos colaboradores da Portugal Telecom. “É justo ainda deixar registo do profissionalismo, do empenho e do sentido de futuro demonstrados pelos dirigentes e quadros de todos os níveis e pelos trabalhadores. Foi graças à sua focagem no desempenho quotidiano, que foi possível recuperar no 2º semestre o caminho do crescimento e foi também a consciência e a convergência sobre o essencial que possibilitaram a celebração de acordos de reformas estruturais em áreas consideradas intocáveis, reformas estruturais que apesar dos sacrifícios e renúncias no imediato, garantem  para o futuro a sustentabilidade do modelo económico e social do projecto PT”, afirmou o presidente do Grupo PT.

   

No que respeita aos resultados do ano de 2006, Henrique Granadeiro sublinhou a conquista de “uma situação financeira saudável” que evidencia “o bom momento operacional dos vários negócios da Portugal Telecom, em particular no segundo semestre do ano”.

Zeinal Bava, vice-presidente do
Grupo PT e Henrique Granadeiro
Os resultados líquidos da Portugal Telecom aumentaram 33 por cento face a 2005, tendo atingido 867 milhões de euros, o valor mais alto da história do grupo, e o Free Cash Flow Operacional aumentou cerca de 23 por cento. Ao nível do fundo de pensões –o défice foi reduzido em cerca de mil milhões de euros no espaço de um ano – tendo a administração da PT assumido como meta financiar o remanescente em apenas 6 anos. Um conjunto de indicadores que justificam, nas palavras do presidente, “o optimismo com que encaramos o ano de 2007”.

Na apresentação dos resultados negócio a negócio, o presidente da PT sublinhou os seguintes aspectos:
- No negócio fixo, melhoria do desempenho operacional com aumento da quota de mercado do ADSL
- No negócio móvel, crescimento de clientes em 117% no quarto trimestre com uma melhoria da rentabilidade global
- Na PTM, crescimento da rede, de clientes de TV e internet, e de serviços digitais
- Na Vivo, a melhoria do desempenho no quarto trimestre confirma a sua recuperação
- Nos outros activos internacionais, verificou-se um forte desempenho operacional e financeiro

Durante 2006, as reservas distribuíveis aumentaram de 720 milhões de euros em 2005 para 2.728 milhões de euros em 2006, em resultado sobretudo da operação de redução de capital concluída em Setembro de 2006 e de uma operação de reestruturação societária que consistiu na transferência das participações financeiras na PT Comunicações e na TMN para a PT Portugal. Na AG, os accionistas deliberaram sobre uma operação de aumento e redução de capital – ponto 8 e 9 da ordem de trabalhos – que permitirá um reforço do montante de reservas distribuíveis de cerca de 400 milhões de euros. O montante necessário para cumprir no calendário proposto no plano de remuneração accionista.

Na sua intervenção, o presidente da PT dedicou ainda algumas palavras à performance da empresa ao nível do mercado bolsista. Dois meses depois da conclusão da OPA, a valorização da Portugal Telecom SGPS ultrapassou os 27% e a da PTM os 26% face à sua cotação pré-OPA. Uma valorização que corresponde a um aumento do market cap de mais de 2,54 mil milhões de euros no caso da PT SGPS e de 0,8 mil milhões de euros no caso da PTM. “Estes resultados vêem mostrar o reconhecimento pelo mercado de uma performance operacional de excelência do Grupo, a qual sustentará certamente uma valorização futura do título em linha com os compromissos assumidos por esta Equipa de gestão”, sublinhou Henrique Granadeiro.

Sobre a proposta de remuneração accionista com a qual a Administração do Grupo PT se comprometeu até 2009 foram votados e aprovados os seguintes pontos:
• Dividendo ordinário de 47,5 cêntimos por acção, que será de 57,5 cêntimos após a conclusão da recompra de acções, num total de 1,9 euros por acção.
• Programa de aquisição de acções próprias no total de 2,1 mil milhões de euros que corresponde a 1,9 euros por acção.
• Distribuição de 180,6 milhões de acções da PT Multimedia aos accionistas da PT, num valor total de cerca de 2.200 milhões de euros equivalente a  cerca de 1,9 euros por acção PT.

A operação de spin off da PT Multimedia, aprovada pela AG, vai ser executada pelo Conselho de Administração “previsivelmente no terceiro trimestre deste ano e seguramente até Dezembro de 2007”. “É a solução que mais favorece os consumidores e os portugueses em geral, sendo igualmente a que melhor maximiza o valor para os accionistas da PT”, frisou o presidente.

partilhar notícia