A PT Comunicações assinou a 7 de Setembro a revisão do Acordo de Empresa (AE) para 2010 com todos os sindicatos representativos dos trabalhadores na empresa. As actualizações salariais contemplam aumentos de 1% no caso dos colaboradores que auferem de um salário inferior a três salários mínimos e uma subida salarial de 0,8% para os colaboradores com remunerações entre 1.425 e 2.966,10 euros. Os salários superiores a 2.966,10 euros não irão sofrer aumentos. Prevista está também a atribuição de diuturnidades e prémios de aposentação. As matérias contempladas neste AE têm efeito a partir de 1 de Julho de 2010.
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“O Acordo de Empresa vai reforçar a credibilidade da PT como empresa”, afirmou Zeinal Bava |
Os aumentos salariais previstos, em contra-ciclo com a inflação, vêm permitir um aumento do poder de compra da generalidade dos colaboradores, salientou Zeinal Bava, presidente executivo. Não só dos colaboradores da PT Comunicações directamente abrangidos por este Acordo, mas de todos os colaboradores da organização aos quais se estendem estes aumentos. Recorde-se que em 2009 foram atribuídos aumentos de 1% para colaboradores com salários até três ordenados mínimos nacionais e prémios de 250 euros para todos os colaboradores.
“O Acordo de Empresa vai reforçar a credibilidade da PT como empresa”. Uma credibilidade que se traduz paralelamente num modelo de negócio sustentável, que permite que a empresa se afirme, mais do que nunca, como independente e que seja uma referência no país e no mercado de capitais, salientou o presidente executivo.
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| “Foi um acordo positivo para todas as partes”, sublinhou Francisco Nunes |
Apesar do enquadramento desfavorável, de acordo Francisco Nunes, administrador PT, responsável pelo pelouro dos Recursos Humanos, a assinatura do AE acabou por permitir manter uma condição fundamental, “que é a paz social com os sindicatos e com os trabalhadores da PT”. “Foi um acordo positivo para todas as partes”, sublinhou.
Os desafios que a PT enfrenta a nível nacional e internacional foram temas em destaque. Em relação ao futuro, Zeinal Bava acredita que a liquidez que a PT detém, numa conjuntura económica adversa, trará boas oportunidade para se fazer bons negócios.
Mas os bons negócios não farão apenas parte do futuro, são parte integrante do passado e presente da operadora, em que investimento e crescimento se assumem como palavras-chave. E exemplos não faltam. O recente negócio da venda da Vivo à Telefónica e subsequente compra da Oi, o investimento na criação de uma rede de fibra óptica e no desenvolvimento de produtos e serviços, designadamente do Meo, que traz associado um objectivo de liderança até ao final de 2011.
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O acordo agora alcançado demonstra o empenho de todas as partes envolvidas – administração e sindicatos |
Em termos da promoção do emprego, o destaque vai para o programa Trainees que integrou nos últimos dois anos 250 jovens licenciados, a par do Academia que promoveu o recrutamento de 500 técnicos. Mas a pensar no universo total de colaboradores, a PT tem em curso um Programa de Responsabilidade Social Interna, que justifica que a operadora se assuma como uma empresa verdadeiramente sustentável.
Os desafios continuam. Além da liderança na televisão, o alcance de um EBIDTA de zero, no quarto trimestre de 2010, assim como o desafio da banda larga móvel e da quebra do consumo na TMN. Para Zeinal Bava, 2011 será o ano da qualidade de serviço, para que PT seja indubitavelmente sinónimo de qualidade. Por fim, o presidente executivo sublinhou que a PT Comunicações tem um bom Acordo de Empresa e que, no cômputo geral, a operadora continua muito confiante em relação ao futuro.
O acordo agora alcançado demonstra o empenho de todas as partes envolvidas – administração e sindicatos - e um esforço de convergência para a definição de um acordo para as restantes empresas do universo Portugal Telecom.
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João Carvalho (2º da esq. para a dir.), Director de Activos Humanos e Gestão do Talento, Francisco Nunes, administrador PT, Zeinal Bava, presidente executivo, e Luís Silva, Relações Laborais |
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Representantes dos sindicatos |