"A Vivo é a melhor forma de estar no Brasil"
quinta-feira, 24 de Junho de 2010
Zeinal Bava revelou ter dúvidas relativamente à venda de acções promovida pela Telefónica e afirmou que o que a Telefónica fez foi "uma traição".
Assista aqui à entrevista feita a Zeinal Bava
Após anunciada a redução da participação da Telefónica na PT de 10% para 2%, Zeinal Bava manifestou dúvidas relativamente à operação: "Não sei se a Telefónica vendeu ou não. O que me parece é que fez um esquema financeiro envolvendo um equity swap e não sei se tecnicamente isso se afigura como uma venda efectiva".
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"Parece que há aqui um fora de jogo", disse Zeinal Bava em relação à venda de acções realizada pela Telefónica | As declarações foram feitas no primeiro Executive Breakfast, “Hora H”, promovido hoje pelo Jornal de Negócios. "Parece que há aqui um fora de jogo”, afirmou o presidente executivo. Contudo, Zeinal Bava sublinhou a confiança no presidente da mesa da assembleia-geral, Menezes Cordeiro, e na Comissão do Mercado de Valores Imobiliários, relativamente à avaliação que farão desta questão.
As dúvidas estenderam-se ainda ao facto da Telefónica ter ultrapassado os 10% de participação na PT, mediante posições indirectas em fundos de investimento, o que é proibido pelos estatutos. Zeinal Bava revela ficar surpreendido caso isso se verifique. As interrogações ficam no ar...
"Foi uma traição" O presidente executivo da Portugal Telecom revelou ter ficado surpreendido que um parceiro de 13 anos tenha feito o que fez. Afirmou também que o que a Telefónica fez “foi uma traição”. De acordo, com Zeinal Bava, poderiam ter sido procuradas alternativas.
Se, por um lado, existem empresas para as quais não existem limites nas compras e vendas, por outro, existem empresas que encontram ecossistemas de parcerias com foco no crescimento, linha de actuação em que a PT se enquadra, porque a PT trabalha para acrescentar valor aos accionistas, salvaguardando os interesses da empresa.
"A Vivo é a melhor forma de estar no Brasil" Quanto ao valor oferecido pela Telefónica para a compra da Vivo – 6,5 mil milhões de euros – Zeinal Bava voltou a afirmar que este não reflecte o valor estratégico da empresa. Salientou o facto de ter sido convocada uma assembleia-geral, apesar da inexistência de obrigatoriedade, um facto demonstrativo da confiança no plano estratégico definido para a empresa.
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Zeinal Bava volta a salientar que a oferta da Telefónica não reflecte o valor estratégico da Vivo para a PT | Para a PT continua a ser estratégica a presença no Brasil, representando a saída deste mercado uma amputação ao crescimento da operadora portuguesa. Para Zeinal Bava, "a Vivo é a melhor forma de estar no Brasil. Não é a única mas é a melhor".
Escala e crescimento continuam a ser prioridades para a PT e factores críticos. A escala alcançada através das operações no Brasil e o crescimento através da presença em África.
Paralelamente, o presidente executivo aludiu à coesão do Conselho como uma das grandes forças da PT, elogiando o apoio que tem recebido do chairman da PT, Henrique Granadeiro.
"Certas coisas fazem-se não se anunciam" Num formato participativo e interventivo, em que as perguntas dos leitores e das pessoas presentes, compuseram o guião da entrevista, a interrogação que mais vezes foi levantada relaciona-se com o motivo pelo qual a PT não contra ataca. Zeinal Bava foi peremptório na resposta: “Certas coisas fazem-se, não se anunciam”. Salientou que não falaria de temas internos do Conselho e alertou que a PT não tem restrições financeiras.
Agora é tempo de “fazer um exercício de espera” até ao dia da assembleia-geral. “Vamos continuar a fazer o nosso trabalho”. A promessa ficou feita. Caso a proposta seja chumbada, Zeinal Bava assegurou que será virada a página com maturidade e que a PT continuará a trabalhar com a Telefónica tentando sempre encontrar valor.
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