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PT continua mandatada para crescer
quarta-feira, 28 de Julho de 2010
Após o anúncio da venda da participação de 50% da PT na Brasilcel à Telefónica e da compra de 22,4% da Oi, a PT continua mandatada para crescer.

Reportagem PT TV

Henrique Granadeiro destacou a valorização da participação da PT na Brasilcel que subiu de 2 para 7,5 mil milhões de euros, em cerca de quatro anos

"A PT inicia um novo capítulo na sua história centenária", disse hoje Henrique Granadeiro, presidente do Conselho de Administração da PT, em conferência de imprensa, realizada em Lisboa. Um novo capítulo que se inicia com as duas operações aprovadas por unanimidade pelo Conselho de Administração da Portugal Telecom e comunicadas hoje à CMVM. A PT chegou a acordo com a Telefónica para venda da sua participação de 50% no capital da Brasilcel (saiba mais aqui) e anunciou a compra de 22,4% da Oi, no valor de 3,7 mil milhões de euros (saiba mais aqui), garantindo assim a presença estratégica no mercado brasileiro.

Henrique Granadeiro falou de um processo negocial que caracterizou como longo, complexo e difícil, mas que no final resultou na satisfação dos interesses de todas as partes envolvidas, com a concretização da "maior operação financeira alguma vez realizada em Portugal", revelou o presidente do Conselho de Administração.  

O presidente do Conselho de Administração fez referência ainda à valorização da participação da PT na Vivo, através da Brasilcel, que em 2006 valia cerca de 2 mil milhões de euros e hoje, com a venda, alcançou os 7,5 mil milhões de euros. Destaque-se, ainda, que o preço oferecido pela Telefónica é equivalente à capitalização bolsista da PT antes da oferta.

Zeinal Bava endereçou agradecimentos a todos os colaboradores em Portugal e no Brasil, e em particular aos colaboradores da Vivo

Recorde-se também que aquando da votação em assembleia geral, a proposta de compra da participação por parte da Telefónica de 50% da PT na Brasilcel era de 7,15 mil milhões de euros. Face a estes valores é com tranquilidade, diz Henrique Granadeiro, que estas operações são apresentadas aos accionistas e à opinião pública.

Complementarmente, é realizada uma "aliança de longo alcance" com um grupo líder no mercado brasileiro, que permitirá à PT ter acesso a áreas e geografias de grande crescimento, com a PT a ter um apor tecnológico em áreas chave.

Apesar da mudança de estratégia no mercado brasileiro, Henrique Granadeiro garantiu que os objectivos definidos pela PT se mantêm. E que, portanto, "a PT enfrenta o seu futuro com muita tranquilidade".

“Estamos no mercado brasileiro para ficar”
"Mandatados para crescer" não é apenas um desígnio do passado, de acordo com Zeinal Bava, presidente executivo. Continua a ser um desígnio de futuro, agora assente no Brasil através da participação na Oi. O presidente executivo salientou que a PT está a construir um novo caminho, que continua assente no tripé Portugal, África e Brasil. Depois de concretizado com sucesso o turnaround da Vivo, a PT anuncia a venda daquela empresa com nostalgia, mas com sentimento de missão cumprida.

"Estamos no mercado brasileiro para ficar", disse Zeinal Bava, e a "Oi é o nosso futuro"

Várias oportunidades decorrem da participação na Oi e a banda larga é uma delas, especialmente quando se verifica uma penetração de 1%, que se estima que cresça para os 15% em 2015. A estratégia pode passar pela replicação do que foi feito em Portugal não só a este nível como em termos de integração fixo-móvel, anunciou Zeinal Bava. Mas o posicionamento único no mercado brasileiro, de acordo com o presidente executivo da PT, não advém apenas destas oportunidades em termos de negócio fixo e móvel, decorre também do conhecimento do mercado brasileiro e do facto deste ser um mercado que aposta em inovação.

A PT vai ter representatividade nos Conselhos de Administração e nos Comités Operacionais das empresas do grupo Oi (saiba mais aqui). Zeinal Bava falou, ainda, da possibilidade de consolidação e referiu que 2/3 do investimento da PT (3,7 mil milhões de euros) irá ficar na empresa.

A Oi é pioneira no mercado brasileiro na oferta de serviços convergentes, ao nível do negócio fixo e móvel, comunicação de dados, internet e entretenimento. E assume-se como a 4ª maior operadora móvel do Brasil. Passou a estar presente em todo o território brasileiro após a aquisição da Brasil Telecom, em 2009. É, actualmente, uma empresa com indicadores financeiros sólidos. Em Março de 2010, a operadora contabilizava 62,2 milhões de clientes, 21,1 milhões de negócio fixo, 36,6 milhões de negócio móvel, 4,3 milhões em banda larga fixa e 283 mil em TV de subscrição.

“Estamos no mercado brasileiro para ficar”, disse Zeinal Bava, reforçando assim a importância estratégica de um mercado que poderá vir a ser uma das cinco ou sete maiores economias do mundo em 2015. Neste sentido, fez referência à estabilidade num mercado com menores risco, em que se assiste a uma queda da taxa de juro, com uma inflação controlada, em que a moeda está mais forte e em que o sector das telecomunicações terá um peso crescente no PIB.

No fim da conferência de imprensa, Zeinal Bava frisou: "A Vivo é o nosso passado, a Oi o nosso futuro".

Shakaf Wine, Pacheco de Melo, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, Manuel Rosa da Silva, Carlos Alves Duarte marcaram presença na conferência de imprensa realizada hoje em Lisboa


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