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PT apresenta estratégia de implementação do IPv6
sexta-feira, 18 de Junho de 2010
A PT apresentou sua estratégia de implementação IPv6, garantindo a cobertura total da sua rede no 2º semestre de 2011, e anunciando o início de uma Fase Piloto dirigida ao segmento empresarial.

Reportagem PT TV

O rápido crescimento da internet a nível mundial vai acabar por exceder o número de endereços IP existentes, pelo que a introdução de um novo protocolo de IP se tornou um imperativo. Neste âmbito a Portugal Telecom assumiu o compromisso de introduzir o IPv6 em todas as suas infra-estruturas de rede, garantindo uma cobertura total da sua rede no segundo semestre de 2011, e anunciou o início de uma Fase Piloto dirigida ao segmento empresarial.

O Museu do Oriente foi o local escolhido para o IPv6 Day, uma conferência que teve como objectivo contribuir para o esclarecimento dos impactos da mudança do IPv4 para o IPv6 e abordar a importância de uma gestão atempada e de forma organizada da transição para o novo protocolo. Durante este evento a PT apresentou a sua estratégia para a implementação da nova versão 6 do protocolo IP, que garantirá a continuidade e desenvolvimento da internet no seu todo.

O IPv4 está a chegar ao limite dos endereços livres para atribuição aos operadores o que significa que a mudança para um novo protocolo não deve continuar a ser adiada. O IPv6 foi desenvolvido para resolver os problemas da limitação do espaço de endereçamento do IPv4, proporcionando ainda algumas vantagens adicionais.

Alfredo Baptista, administrador PT

Mário de Almeida falou sobre as alterações de utilização que se vão verificar com o IPv6 e explicou a necessidade de se passar para uma nova versão do protocolo

Latif Ladid, presidente IPv6 Fórum


Esta mudança deve ser entendida por todos, assim como as vantagens a ela associadas. Por isso a PT organizou o IPv6 Day com o objectivo de debater a chegada da nova versão do protocolo de internet. Alfredo Batista, administrador PT, abriu a sessão e apresentou os dois convidados especialistas neste tema: Latif Ladid, presidente IPv6 Fórum, e Per Blixt, director da Unit F4 ‘New Infrastructure Paradigms and Experimental Facilities’ da Comissão Europeia.

A Portugal Telecom deu um passo em frente no sentido da introdução do IPv6 em todas as suas infra-estruturas de rede, garantindo uma cobertura total da sua rede no segundo semestre de 2011 e anunciando o início de uma Fase Piloto dirigida ao segmento empresarial. Mário de Almeida, da Direcção de Serviços Especializados ao Cliente, explica que “o trabalho desenvolvido nos últimos tempos permitiu apresentar aqui hoje alguns resultados. Fizemos uma rede piloto para testarmos uma tecnologia IPv6 para o segmento empresarial. Queremos levar esta rede a clientes que queiram começar a experimentá-la”.

Implantação do IPv6 por país


Para suportar esta fase piloto, a Portugal Telecom criou uma rede IPv6 específica e vai desafiar os seus clientes

Mário Campolargo, director de Tecnologias Emergentes e Infraestruturas, considera que o IPv6 se vai tornar no sistema nervoso da sociedade. É uma aposta estratégica que vai trazer oportunidades de futuro e que a PT sobe agarrar

empresariais a testar a interligação das suas infra-estruturas web em ambiente IPv6 nativo, assim como a total compatibilidade com a actual versão IPv4.

Latif Ladid congratulou a PT por ter dado um passo em frente e apresentar as suas soluções para a implementação do IPv6. Está certamente no caminho do

Per Blixt, director da Unit F4 ‘New Infrastructure Paradigms and Experimental Facilities’ da Comissão Europeia

sucesso e coloca Portugal no segundo lugar dos países da União Europeia na implantação da nova versão do protocolo de internet. “O IPV6 vai-nos levar para um novo patamar na utilização da internet. O crescimento das ligações à internet tem conduzido à exaustão do IPv4 e por isso é fulcral que se avance com a mudança. Daqui a alguns anos vamos olhar para trás e pensar que o IPv4 foi uma versão teste da internet”, afirma o presidente IPv6 Fórum.

A transição do IPv4 para o IPv6 é um desafio mundial, de todos os utilizadores, organizações reguladoras da actividade na internet, entidades públicas, operadores de telecomunicações e fornecedores de equipamentos. Todos os intervenientes do mercado serão impactados por esta mudança, sendo que com os desenvolvimentos apresentados hoje pela PT, Portugal será um dos primeiros países do mundo a implementar uma rede IPv6, a par do Japão, China e Coreia do Sul.

De acordo com Per Blixt, o IPv6 e a discussão em torno da sua implementação ainda não começou a ser abordado com a devida importância e isso deve começar em breve. É importante
que se fale sobre isso para que as pessoas comecem a ter conhecimento desta mudança e do que vai acontecer. Ou seja, apesar de já existir desde 1998, pela norma do IETF (Internet Engineering Task Force), a mudança para o IPv6 não está a acontecer com a rapidez devida. “Agora com a estratégia de implementação da Portugal Telecom, vai-se certamente começar a falar e dar mais importância a este tema. A PT está de parabéns pois está a fazer um trabalho de gigantes”, afirma o director da Unit F4.

A par do projecto-piloto apresentado, a PT acaba de disponibilizar, para acesso, as versões IPv6 do seu site– http://ipv6.telecom.pt - e da homepage do portal Sapo – http://ipv6.sapo.pt - assim como uma nova página onde se poderão encontrar todas as informações sobre este tema: www.telecom.pt/ipv6.

Carlos Alves Duarte, administrador PT



Carlos Alves Duarte, administrador PT, considera que a PT tem uma capacidade muito grande para trazer inovação ao dia-a-dia das pessoas. “Somos uma empresa dinâmica e isso coloca-nos num patamar de excelência na inovação e implementação de novas soluções e serviços. A equipa tecnológica da PT tem feito um trabalho excelente. Temos também um conjunto enorme de parceiros que nos permite ser a primeira empresa a apresentar novidades ao mercado. Juntos conseguimos inovar e implementar e isso é o que queremos continuar a fazer no futuro”.

Em relação à mudança para o novo protocolo, o administrador acredita que todos os stakeholders devem assegurar uma transição suave para o mundo do IPv6: fornecedores de conteúdos e aplicações, Fabricantes de HW, Prestadores de Serviços e Operadores.

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Perguntas frequentes sobre IPv6


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