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A Portugal Telecom celebrou a 23 de junho de 2004, dez anos de existência enquanto empresa. São dez anos celebrados com um sabor muito especial. A data assinala a fusão das principais participações do estado no setor, detidas pela holding Comunicações Nacionais, e que reuniu numa só empresa os Telefones de Lisboa e Porto, a Telecom Portugal e a Teledifusora de Portugal. A Marconi assegurava o tráfego intercontinental e viria a integrar posteriormente a empresa.
Hoje a empresa tem capitais 100% privados, uma referência no setor a nível internacional e lidera o mercado português em todos os negócios em que está presente. Sucessos passados são muitos e devem-se sobretudo a um espírito de liderança, de inovação, competência e determinação, vivido de forma transversal por todos os colaboradores, equipas e empresas que hoje constituem a PT. Como afirmou o presidente executivo da PT, Miguel Horta e Costa, “foram dez anos pautados por grandes desafios, muito trabalho e, sobretudo, um enorme sentido de missão por parte dos colaboradores da Portugal Telecom. Numa década, transformámos um conjunto de empresas de valor individual num grupo sólido, coeso e líder nos vários setores onde atua”. Só esta cultura comum ofereceu as condições necessárias à conquista de sucessos como a compra da Telesp Celular em julho de 1998, aquando da segunda maior privatização do mundo, concretizada pelo governo brasileiro. A aquisição abriu o caminho para a posterior joint-venture com a Telefónica Móviles e que deu origem, em abril de 2003, à VIVO. Uma nova etapa na história da Portugal Telecom. Em 1995 dá-se a primeira fase da privatização da PT, com o dia 2 de junho a marcar a estreia das ações da empresa nas Bolsas de Valores de Lisboa, Londres e Nova Iorque. No mesmo ano, a TMN lança o primeiro telemóvel pré-pago do mundo, o MIMO, serviço decisivo na democratização do telemóvel a nível mundial. No ano seguinte concretizou-se a segunda fase da privatização da PT.
Em 1997 é aprovada a nova lei de delimitação dos setores que permitiu ao Estado deter menos de 51% do capital da empresa. Na sequência desta aprovação concretizou-se em outubro a terceira fase de privatização, elevando para cerca de 75% o capital social da Portugal Telecom nas mãos de entidades privadas. O ano de 1999 foi um ano recheado de sucessos. A PT Inovação, laboratório de investigação e desenvolvimento da PT, é criada em Aveiro, dando continuidade ao centro de competências em telecomunicações já existente na cidade. Com a criação da PT Multimedia, no mesmo ano, a Portugal Telecom fica dotada de uma sub-holding para as áreas de media, cinema, televisão por cabo, serviços de internet e conteúdos de televisão.
O portal Sapo, criado em 1994 na Universidade de Aveiro, afirma-se também em 1999 como o portal líder de mercado na internet em Portugal. Nas comunicações móveis a TMN alargava os seus serviços a um universo de 2 milhões de clientes e em abril, a Telesp Celular lança o Baby, o pré-pago que revoluciona e democratiza o telemóvel no Brasil. Paralelamente a quarta fase da privatização da Portugal Telecom concluiu-se no dia 12 de julho de 1999. Uma operação em que o Estado reduziu a sua participação para cerca de 11% do capital. Ainda no mesmo ano a revista Forbes elege a Portugal Telecom como uma das 400 maiores empresas do mundo. Em 2000 é constituída a PT – Sistemas de Informação, hoje uma das maiores empresas portuguesas no setor da consultoria e integração de sistemas de informação tecnologias de informação. Nesse mesmo ano é criada a PT Comunicações, após a qual, já no final do ano, se conclui a quinta fase de privatização, operação em que a totalidade do capital da Portugal Telecom fica praticamente privatizada, à exceção das 500 ações da categoria A detidas pelo Estado (golden share). Em dezembro de 2000, a Portugal Telecom alterou a sua denominação social para PT, SGPS, SA, modificando o seu objeto social para sociedade gestora de participações sociais. No ano de lançamento do Sapo ADSL, em julho de 2002, a PT atinge em dezembro a marca histórica de 20 milhões de clientes. Em 2003 dá-se o lançamento da PT PRO, passo importante na eficiência das operações ao nível da empresa. Em março do mesmo ano, a constituição da Fundação PT agrega áreas como o desenvolvimento social, cultural, tecnológico e desportivo. No mesmo mês a PT assume o estatuto de parceiro tecnológico do Euro 2004.
Após a criação, em julho de 2003, da PT Corporate, estrutura que disponibiliza de forma integrada todos os serviços PT no mercado de grandes clientes, a PT ultrapassa mais uma marca histórica: 30 milhões de clientes. O ano de 2003 é também o da cultura de grupo, marcado pelo lançamento de novos suportes de comunicação. Um ano marcado ainda pela reinvenção do negócio fixo e pelo lançamento da PT Wi-Fi, empresa pensada a partir das necessidades de mobilidade dos clientes na sociedade da informação.
O ano de 2004 ainda não acabou, mas o pioneirismo da TMN no lançamento da terceira geração móvel, marca o primeiro semestre deste ano com a liderança nas comunicações móveis nacionais.
Costuma afirmar-se que a história das telecomunicações em Portugal se confunde com a história da PT. É verdade. A empresa que hoje conhecemos herdou mais de um século de desenvolvimento de competências no secor. Uma herança que acarreta também responsabilidades. A PT é a entidade empresarial portuguesa com maior projeção nacional e internacional, com cerca de 65 milhões de clientes em treze países nos quatro cantos do mundo. Resultados construídos com a preocupação de estar sempre um passo à frente. “O nosso futuro enquanto empresa será tanto mais auspicioso quanto mais formos capazes de aprofundar sinergias, trabalhando em conjunto e reforçando todos os dias a cultura PT”, referiu Miguel Horta e Costa em comunicação enviada a todos os colaboradores a propósito dos dez anos da fusão. “É esse o desafio que vos lanço a todos neste dia que é de celebração e de partilha das nossas conquistas”, sublinhou.
Este texto está escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.