A sociedade do século XXI tem-nos alertado para o valor económico que certas preocupações do foro ético-reputacional têm no desempenho financeiro de médio-longo prazo de uma empresa. Hoje em dia, verifica-se um conjunto de acções, por parte de agências de rating de sustentabilidade, investidores, fundos de investimento socialmente responsáveis, ou índices bolsistas – como é o caso do Dow Jones Sustainability Índex e FTSE4GOOD –, que evidenciam o valor da incorporação, na estratégia de negócio, destes novos temas. A solidez financeira de uma empresa não deve ignorar assim os riscos.
O compromisso com a sustentabilidade é assumido pela União Europeia através da Estratégia Europeia para o Desenvolvimento Sustentável, onde se faz um forte apelo ao papel que o sector privado terá na prossecução dos objectivos dessa estratégia. Este documento está intimamente relacionado com a Estratégia de Lisboa, que tem, como objectivo, transformar a Europa na região mais competitiva do mundo. Para o alcance dessa competitividade, a sociedade da informação e a coesão social são duas variáveis relevantes, sobre as quais se desenvolvem planos, documentos e directivas, que têm sido transpostas para cada um dos Estados – Membros.
Para além do trabalho realizado pelos Governos dos Estados Membros, as associações industriais dos sectores económicos mais sensíveis à sustentabilidade têm vindo a implementar um conjunto de políticas e medidas específicas nesta área.
A PT participa activamente no conjunto de movimentos internacionais do sector das telecomunicações, que procuram contribuir para o desenvolvimento sustentável. A ETNO – European Telecommunications Network Operators’ Association – é uma associação que se distingue pelo trabalho dedicado à gestão dos riscos ambientais. Esta associação lançou a sua Carta Ambiental, em 1996, que evoluiu para a Carta de Sustentabilidade, em 2004. A PT, reconhecendo a importância das iniciativas, assinou nesses mesmos anos cada uma delas. Nestes documentos, as principais operadoras europeias comprometem-se a desenvolver e incorporar as questões do ambiente e do desenvolvimento sustentável nas actividades diárias do seu negócio. Desde a criação da ETNO, em 1992, a PT tem sido sempre eleita para membro do seu Conselho Executivo.
A PT é também signatária dos principios da United Nations Global Compact e da Carta de Responsabilidade Social da Union Network International.
Atendendo aos desafios do sector das telecomunicações, a gestão da PT tem vindo também a introduzir os factores ambientais e sociais na sua estratégia de negócio. Assim, o crescimento financeiro da PT foi acompanhado por uma preocupação em respeitar e contribuir positivamente para a sociedade e para o ambiente, de forma responsável. O Código de Ética em vigor desde 2002 apresenta o enquadramento, os valores a preservar e um conjunto de normas de conduta a serem cumpridas por todos os trabalhadores do grupo, e igualmente nas suas interacções com outros agentes.
Ao nível social, a PT tem, desde sempre, desenvolvido um conjunto de práticas internas e externas que evidenciam a sua responsabilidade empresarial. A forte aposta no mérito dos colaboradores revela que a política de gestão da empresa reconhece serem os colaboradores o activo mais valioso da empresa.
A formação é outra das áreas a merecer uma especial atenção. Presente no Acordo da Empresa como uma garantia dos colaboradores, a PT continua a entender a formação dos seus Activos Humanos como uma prioridade, com consequências directas na mobilidade profissional e na valorização do colaborador.
Externamente, a Portugal Telecom tem uma história que integra um vasto conjunto de práticas de responsabilidade social: desde o desenvolvimento de produtos para grupos de cidadãos portadores de deficiência, até aos serviços especificamente dirigidos a idosos e famílias com baixo rendimento. São exemplos da actuação responsável de uma empresa, que pretende levar os seus serviços ao maior número de pessoas possível. Uma forte política de mecenato cultural, o apoio comunitário e as acções de voluntariado constituem outros exemplos que demonstram a forma responsável como a PT realiza o seu negócio. Este compromisso com a sociedade ficou patente, em 2003, com a criação da Fundação PT, cujo objectivo é precisamente o de promover o acesso à informação das camadas sociais com mais dificuldades e de grupos de cidadãos com necessidades especiais.
O papel fundamental da PT para a inclusão digital tem ainda consideráveis impactes económicos e sociais. Ao conceder o acesso aos serviços de telecomunicações à sociedade, a PT desempenha o papel de motor para a economia, nomeadamente através de novas formas de informação e educação. A existência do Serviço Universal, que garante o acesso a uma linha telefónica independentemente do local em que o cidadão se encontra, é uma constatação desse empenho.
A área da gestão ambiental e dos impactes ambientais provenientes da actividade, tal como das alterações climáticas, estão a receber um investimento crescente. Uma preocupação que se associa à procura de maior eficiência nas áreas da energia, água e combustíveis, bem como ao cuidado de gestão dos resíduos. Este trabalho na área ambiental tem sido particularmente desenvolvido pelas empresas PT que, entretanto, têm certificado os seus sistemas de gestão de acordo com a ISO 14001.
É também de destacar que os serviços prestados pela PT têm impactes ecológicos positivos, uma vez que as suas actividades promovem, indirectamente, a redução de viagens e deslocações e, consequentemente, a diminuição dos impactes ambientais negativos daí decorrentes.
Para além da gestão ambiental que decorre das actividades desenvolvidas pelas empresas, a PT implementou um sistema de gestão que pretende minimizar os impactes ambientais dos seus fornecedores, ao ponderar as sua políticas ambientais como critério de selecção.